Paulo Roberto!

Eu quero um coração
por mim apaixonado,
guiado pela emoção
sem estar enganado.

Eu quero um grande amor
que me faça feliz,
sem sinônimo de dor,
que não deixe cicatriz.

Eu quero uma paixão
que não seja fogo,
que não veja a situação
como um mero jogo.

Eu quero ser devorado
sem compromisso,
um pouco de pecado
não tem nada de mau nisso.

Eu quero amar,
eu quero fazer feliz,
eu quero me apaixonar
por quem bem me quis.

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Paulo Roberto!

Olha pra mim
e diz a verdade,
diz que é o fim,
que não sente saudade.

Me liberta de uma vez
faz esse favor,
esse amor que se desfez
já não tem mais sabor.

Sabe que não adianta,
que tudo vai ruir,
nada mais me espanta,
esta na hora de partir.

Já não há felicidade
e tão pouco desejo,
na realidade
nem tem mais sabor o beijo.

Eu vou ficar bem
não finja se preocupar,
no fim, alguém sempre tem
que simplesmente se conformar.
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Paulo Roberto!

A gente tentou,
quase aconteceu,
mas enfim, acabou,
murchou, morreu...

Parece inevitável
isso tudo acontecer,
tão inaceitável
quanto morrer.

No entanto,
sem jeito,
só nos resta o pranto
e a dor no peito.

E claro, prosseguir,
afinal o tempo passa
e não da pra fingir.
Só nos resta achar graça.
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Paulo Roberto!

Eu queria entender isso que sinto quando você me toca, não é só aquele arrepio natural que a química explica, é algo mais, algo muito mais intenso, não é só aquele desejo de me despir e me entregar, é um desejo repentino de morrer naquele instante, para levar comigo aquela sensação pela eternidade e não se assuste com essa expressão, é o que acho, ironicamente, que só à morte eterniza as coisas, para toda boa lembrança, existe o alzheimer e para toda fotografia, existe a traça e os danos que o tempo causa.
No entanto, pra esse desejo que sinto, só existe teu colo, teu calor, é engraçado, não desaparece, nem quando provo outro sabor e por favor não faça essa cara, eu nunca prometi ser só sua.
Mas meu peito, esse dispara quando te vê pela rua e não é teu porte viril, convenhamos que você não é exatamente um atleta, lhe sobram alguns quilinhos, também não esta na melhor idade, és muito moço ainda, não que eu me importe, na verdade, eu não tenho escolha, perto de você é impossível que eu me comporte, sinto aquele frio na espinha, me umedece o íntimo, um calor percorre a minha pele e cenas, cenas suadas me vem à mente.
Claro que isso tudo seria bem normal, se não ocorresse até quando não quero nada, até quando estou longe, até quando na rotina do trabalho, no vazio da madrugada... Até quando me recuso a aceitar que ando pensando só em você.
Sinceramente, eu não sei explicar, tenho medo de entender esse desejo que sinto por você.
Um dia desses me peguei pensando em casamento, nada contra, mas sempre tive pesadelos com esse momento.
No entanto não se espante, se apesar de tudo, um eu tão errante como o meu...
Se ver preso ao laço forte desse amor que não busquei, nem por um instante, por descrença, mas simplesmente, aconteceu.
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Paulo Roberto!

Nada de fim, ou de início,
é um sonho, um sentimento
ou um vício?
É o momento.

É o alento do triste,
a noite sorridente,
a alegria que existe
pra alma carente.

A ilusão! É um veneno,
um terno para o frio
que vai ficando pequeno
e se perde em vazio.

Sentimento encenado,
posto para fora,
depois de usurpado
é hora de ir embora.

Só lembranças,
sem ligação,
duas crianças
e muita imaginação.
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Paulo Roberto!

"E quando enfim nada mais importa...
Porta!"
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