Paulo Roberto!
Eu descobri uma felicidade sem igual,
naquelas velhas brincadeiras,
que já não vemos mais acontecer...
Esta envelhecida,
a timidez tão gostosa do descobrir.

Se tornou dispensável!

Desde quando ter um pouco de medo do novo,
daquele sorriso simples e tímido,
receoso, com medo de estar se abrindo demais,
desde quando isso se tornou absurdo?!

Olhares! Meu Deus como eu sinto saudades,
daquele flerte de olhares trocados!

Hoje as coisas mais íntimas são tão impessoais,
confesso que me misturo,
e caio muitas vezes no meio disso tudo.

Mas não posso negar que sinto falta,
de andar de mãos dadas na tarde do tedioso domingo,
inventando coisas pra fazer,
falando sobre assuntos diversos,
e rindo da gotinha de suor que escorria pelas costas...

Do convite pra dançar,
e do olhar sedutor ensaiado na frente do espelho,
e os preparos muitos, todos esquecidos na hora "h".

Da inocência de quem podia levar em casa,
sem esperar o convite ousado de se chamado pra entrar!

A beleza dos toques mais simples...

Que saudades eu sinto do já falecido prazer em ter
a pessoa com quem se descobria os motivos de por que o amar esta nos poemas!
Paulo Roberto!

Um presente lindo,
de uma amiga sensível,
e bela em suas palavras!
Obrigado meu anjo, pelo belo presente de natal!
Adorei!!
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Paulo Roberto!
Quando foi que você virou vício?
Quando é que passei a ter necessidade de você?
Seus cabelos sempre ondulados,
do mais belo e puro negro que existe,
a simplicidade formosa dos seus gestos...

Que delícia era te ouvir falar dos assuntos teus,
mesmos aqueles sérios de meia hora antes da complicada prova de biologia!

Seu sorrisinho expressivo, singelo sim... Porém falava tanto,
era quase preciso mandar que ficasse quieto teu sorriso,
para preservar seu ar sutil de mistério!

Até onde eu podia ir naqueles dias? Eu acreditava que sabia de você.


Qualquer coisa sobre seu olhar perdido naquelas contas matemáticas,
ou num ponto fixo, com pensamentos viajando por ai...

Era doce sua voz,
gostosa, suave, às vezes até irritante... Me divertia!

Seus gestos brutos de quando gargalhava,
era raro mas demonstrava uma felicidade tão grande em ser você!

Quando andando calmamente parava olhando pra noite, o céu,
e cortava o vento com as mãos, fechava os olhos...

Me lembro de quando me mandou sentir o vento,
e parou de ventar naquele momento,
creio que a brisa sentiu ciumes de ser compartilhada,
ela era e queria ser só sua nesses instantes...

E eu...

Eu que olhava seu ir e vir,
seu falar e calar,
seu sorrir e dormir,
até então sem conhecer seu chorar!

Te vi tão pálida,
tão crua,
despida de sua alegria e simplicidade...

Maquiada, ao lado de não sei quem...
Com um hematoma no rosto, e um sorriso forjado...

Um não sei quem, que é rico,
comprou de seus pais um tesouro,
um tesouro que vi perder o brilho,
pouco-a-pouco eu vi morrer!

Todos os dias agora,
um vento frio adentra meu quarto,
e triste, solitário,
pergunta por você.
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Paulo Roberto!

Dois dias seguidos de aflição,
telefone desligado,
solidão!

Passando a noite acordado,
um beijo frouxo, cansado,
e um olhar pasmo na parede fria do quarto abandonado!

Pés leves sobre a mesa,
cabeça pesada sobre o sofá,
meia luz quase apagada e revistas muitas ja lidas,
fumaça e perfume barato, garrafas pesam o chão...

Cabelos mal lavados,
tédio, dor, desilusão,
imaginando o suicídio, cortar os pulsos esvaziar o coração! (literalmente)

Depressão, saudade,
tristeza, e música ruim!
Comer todos os salgadinhos, até os vencidos,
tomar um porre de cerveja sozinho e em casa,
fumar dois maços de cigarro, se masturbar,
e assistir televisão no canal aberto mais sem graça que existir!

Acordar do pesadelo no próximo amanhecer sacudir tudo
deixar a casa bagunçada, vestir a melhor roupa,
o melhor sorriso,
e sair por ai!

Normal!!!


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Paulo Roberto!

Nos seus braços me abandono,
e esqueço de tudo no teu seio ofegante
fundindo meu corpo ao teu...

Suas marcas se imprimindo na minha pele,
toques bruscos,
ora suaves, ora violentos,
ignorantes como a rocha, macios como o vento!

Lábios gritando em silêncio,
palavras lidas pelo tato...

É um êxtase gritante!

Feroz e consumista como o fogo,
invasão de corpo,
estar tão perto quão se pode,
o limite da proximidade, um exagero...

Pudor liquefeito,
insanidade por segundos, gritos e violência,
rumores de paz se anunciam...

Gestos intimidantes,
uma tentativa frustrada de se fundir totalmente,
um grito ecoante, e um suspiro longo e engasgado,
o fim é anunciado com
um lençol branco, manchado!
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Paulo Roberto!

- Onde é que você estava até agora?! Estava com outra não estava?!

- É eu estava! E estou voltando pra lá, é que eu esqueci aqui a minha carteira...

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Paulo Roberto!

São jardins em flor,
aqueles cujos os sorrisos se abrem,
é encantador a primavera nos rostos!

Cuja face de pele corada,
e olhos apertados, expressivos...
Dentes serrados à mostra,
gestos soltos, e palavras ditas em voz alta...
Bebidas devéras, e histórias muitas!

Sejam contos do inesperado, o inventado,
o dia-a-dia, notícias, idéias e até absurdos!
Tudo é permitido,
no rosto florido daquela noite!

Ficarão pra sempre perfumadas na memória,
as flores que desabrocham nesses pequenos,
mas tão fortes e importantes
momentos!

Germinando sementes de solidão,
saudade,
e vínculos de afeto que ficarão ali,
selados naquela mesa,
naqueles corpos,
naqueles rostos!

A primavera
que nasce ao iluminar de um "sol riso",
a fotossíntese mais bela,
do verde esperançoso de ainda poder ser feliz,
apesar...

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Paulo Roberto!

O que se vê?
O que é?


Imagens são misturas
de luz e querer.


Verdade é moeda barata
jogada em qualquer canto.
Uma armadilha preparada
pra sangrar o primeiro que encontrá-la!


Mentira é uma arma,
uma ferramenta!
É a parte da mutação
onde o culpado se torna vítima!


Acontecimentos são atuação!
Adjetivos tem dois gumes,
críticas sinais de desafeto,
falsidade é necessidade...
Relevar é amor!


Passos são jogados pra frente,
e a razão é futilidade!


Felicidade é sinonimo de realização!
Realização é fazer o que se quer,
quando se quer,
e consequências são presentes que passamos pra outro!


Inteligência é se entupir de informações...
Cultura toca no rádio,
e acontece nas noites.

Viver acontece antes de abrir os olhos!
Sobrevivência é estar de pé e sorrindo.
I
g
n
o
r
â
n
c
i
a

é uma bênção!



Paulo Roberto!

A menina se levanta
corre,
brinca de criança,
quando não enxerga o monstro.

A mão pesada
que consome sua vida!

Que tirou sua inocência,
que lhe ensinou um novo jogo!

Os olhos que ordenam nas sombras,
os mesmos olhos que a enxergam sorrindo...

Um laço de sangue os une,
um segredo os iguá-la...
A realidade os define!

Ela, pequena vítima,
da monstruosidade escondida,
atrás da figura paterna!


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Paulo Roberto!

Seus lábios me tocam,
nossos corpos se misturam às sombras de meia luz,
minha pele enternece,
ofegante,
um instante que para!

O momento que conspira à nosso favor,
sentimentos transbordam e escorrem pelo corpo,
uma viagem por curvas insinuantes... Mãos passeiam!
Uma espera,
ansiedade,
um grito,
garras e apertos!
Começo meio que sem fim,
amamos assim!
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