Paulo Roberto!
Sopra o vento,
corre o rio.
Um lamento,
eu balbucio.

Dorme o cão,
passeia o gato.
Dança o coração,
seu primeiro ato!

Primavera em flor,
inverno é frio.
Em gritos o amor,
eu anuncio!

Solitário é o escuro,
e é contente à luz.
É o amor que eu procuro,
que à todos seduz!

Coração pulsando,
e suspiro parado.
Imaginando-te caminhando,
comigo ao teu lado!

S
onho,
realidade do acordado,
medonho,
o medo de ser abandonado!

Fogo e calor,
da água o frescor,
embriago-me do licor,
que saboroso se chama amor!
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Paulo Roberto!
Assistir de perto à cena
Do dia que se finda,
O final da peça,
Ensaiada.
Tantas vezes pensada
E no fim...
Um espetáculo curto.
Aplausos é o que importa?
Um gozo rápido,
Vestir as roupas,
Fechar o zíper,
E descansar?!
Será que é sempre assim que tem que ser?
Correr dos abraços infindos.
Pensar que tudo vai acabar um dia,
E não acreditar nem por um momento
Que vai ser pra sempre?
Se for assim mesmo
Há vezes em que eu prefereria morrer!

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Paulo Roberto!
Damos passos inconseqüentes,
somos nós humanos,

e o que podemos mudar?


Nós erramos,
e nos culpamos, nos perdoamos,
ou não...
Mas mesmo que sem perceber,
voltamos a errar!


Às vezes se perde à força,
se perde à coragem,
às vezes você olha pra trás,
e todos aqueles pesos que você foi abandonando,
todos eles se fundem e se tornam um monstro,
que te consome,
seus olhos se fecham,
pela sua face, escorre um rio salino,
que afoga seu ser,
seu humor,
seu dia,
e transforma em notas tristes a sua melodia!

Você percebe que tão pouca coisa mudou,
que você apenas deixou pra lá,
mas não fez nada.

É uma dor que não se suporta,
ter que olhar pra dentro de si mesmo,
e não se sentir satisfeito,
não concordar com à sua pessoa,
se sentir mal consigo mesmo, um inútil...

Então você deita e dorme,
e descansa.
você acorda duas horas depois,
e levanta sacudindo tudo,
e se promete que tudo vai mudar.
Ou se contenta com a sua existência medíocre...


O que você vai fazer por você?
O que vai fazer por quem precisa de você?
O que vai fazer quando seus demônios te julgarem, e te condenarem?
E o que vai fazer quando descobrir que não é tão tarde? (ainda)

Seu espelho te faz essas perguntas,
e você não pode responder...

Ai alguém aparece,
faz sua vida mudar,

e você esquece,
você simplesmente ignora tudo,
e vai em frente,
se esquece de quem foi,
o que fez.
Se esquece de tudo,
e prossegue...

Só que se esquecer é errado,
você acaba se lembrando de novo,
bem na hora que toda a novela se repete!
Um clichê!


O que há de errado?
O que tem de errado contigo, comigo?



O que devemos fazer?


É um incógnita, que eu não consigo responder!
Paulo Roberto!
São tantas palavras que podem não dizer nada,
são tantos sonhos que podem se desmanchar,
é melhor viver,
que só sonhar!

São tantos segredos que não escondem nada,
são tantos medos que não existiriam se abrissem os olhos,
são tantos contos que não contam nada,
além do que ja se sabe!

São tantas pessoas vazias,
tantas mentes, tantas cabeças tão cheias de nada,
são tantos dedos que não seguram nada,
são tantos olhares que perdidos não veem nada!

É o tanto que passa,
e o tanto que fica,
é o tanto que vai,
e o mesmo tanto que vem!

É diferente pra mim,
é diferente pra mim em outra hora,
é diferente pra ele,
e é diferente pra ele toda hora!

Só que sempre tem motivo,
sempre tem movito embora não possa ser explicado...
É tanto que perguntamos,
e tantas respostas que calamos...

Mas o que importa?
o que importa agora é que eu realmente te amo,
que meu coração te chama, e clama,
e que de amor eu choro e me inflamo!

São todos olhares que sem olhar se fixam,
são todos os beijos que sem sentir se desejam,
são todos os toques que sem tocar sentem saudade...
É todo o amor que sem conjulgar se verbeia!
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Paulo Roberto!
Amar, sentir, sobrepor.
Amar, viajar, velejar .
Amar, sorrir,
assoviar.
Amar, cantar,
gritar .
Amar,
pensar, viver .
Amar, tudo aquilo que...

Quero conjulgar com você!
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Paulo Roberto!

É incerto o que vem a seguir,
mas e dai? Vamos indo,
e disso vamos rir...

Curtir cada momento,
sem pressa,
sem ressentimento!

É a vida é do seu jeito,
e se é amor o que toca o peito,
então todo pecado é perdoado...

Caminhos pra seguir,
sonhos pra compartir,
e passos pra sempre pisados...

Destinos pra serem concretizados!

É amor que nasce,
é felicidade que existe,
é o amor que insiste pra ser consumado!

Ir até o fim é lei,
se não, nem nos perdoemos,
é uma dor algo com começo, tão belo,
tão firme,
com um triste final inacabado!

Não que a estrada seja muito longa,
ou muito curta,
mas trilhemos ela lado-a-lado,
de cabeça baixa e garras expostas...
Ou de cabeça erguida e sorriso estampado!
Amaremos como nunca tenhamos amado!

É forte mais que a morte,
por mais que nela se dê por terminado,
fim irremediável é à morte...
Senão até por ela passariamos, sem olhar pro lado!
possuidos pela força de um amor consumido, consumado!

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Paulo Roberto!
Não existem pegadas,
depois de onde se separam os nossos pés...

Não existem palavras depois de onde ocorrer um adeus...

Mas existe muito amanhã,
pra luz dos olhos meus e seus,
num encontro eterno,
de olhares perdidos,
e um amor embriagante,
que a todo instante se prova forte,
mesmo quando errante!

Existe atrás de cada golpe,
uma lição pra aprender...

Existe atrás de cada desvio,
um caminho novo pra se ver!

E existe em cada volta,
um perdão pra acontecer!

Embora o medo,
e a desconfiança,
sempre existe uma esperança,
de que tudo diferente,
VAI SER!

E espero embora aflito,
grito ao peito que tanto te ama,
e de amores não se cala,
de amar este inflama...
E procura o seu calor,
todo o tempo,
querendo provar o que se ama!

Espero que pois,
que sem depois,
esse amor se prove eterno,
e infinito embora chama...

Que se faça um oásis,
no mundo que é deserto...

Que prove que existe semente,
de amor contente,
na terra seca que água clama!
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Paulo Roberto!
"Do riso ao pranto,
eu não me adianto,
não me basto,
mas sou meu eu,
meu santo,
e agora me guardo e aguardo, me cuido me cedo,
sou meu medo,
e minha coragem,
sou eu o motivo de minha viagem,
eu me levo na bagagem pra que eu descanse,
enquanto compro a passagem,
e eu vou cedo,
porque eu não devo chegar até mim muito tarde,
mas os que vejo no caminho,
são os motivos pelos quais não me sinto tão sozinho,
afinal eu não me basto,
mas eu vou comigo,
pra qualquer canto, curto, extenso, vasto...
E que venham os amigos,

aqueles que querem dividir comigo o mesmo espaço!"
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Paulo Roberto!

"Estou eu tão feliz,
meu próprio sorriso entrega,
o que o meu coração não nega,
chega ousado, estufa o peito, fecha os olhos e gritando diz te amar!


Não imaginando que assim seria,
mas vivendo a euforia de assim ser,
que coisa linda que não deixamos morrer!


Agora procuro aqui perto,
um motivo incerto,
ou certo,
pra me contentar com a lembrança de que perto você não está...


É leve a solidão que me toma,
pois te tenho aqui dentro,
e levo-te comigo,
pra longe de tudo e todos, te guardando num abrigo,
de onde ninguém possa te tirar...


Que seja egoismo afinal,
te querer só pra mim,
mas nem tem como ser diferente é normal,
pra quem ama e tem medo do fim!"

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Paulo Roberto!

Agora eu preciso ir,
não vou te acordar,
sabes que preciso partir,
espero que saiba que metade de mim vai ficar...


Não, não vou te acordar,
estas linda adormecida,
sempre olho seus olhos quando acordo,
o movimento deles quando adormecida me faz rir, amo você...


Ai amor,
queria que soubesse que tanto dói quando preciso partir,
é sempre a mesma coisa,
embora hoje já silenciada,
é a mesma dor que sempre sinto...


Pela janela da condução vejo à chuva,
vejo o mundo,
vejo cabeças cheias, cabeças vazias...
Sinto saudades suas...


Quando enfim sinto os pés no chão,
comigo chega o medo,
que será que fazes quando acorda sem mim? Será que algum segredo?


Meu amor,
esse é um poema apaixonado, mas sincero,
desculpe caso eu tenha te magoado,
mas é que o medo é sempre um companheiro inconveniente... Ele chega sem avisar,
mas logo se vai, e pra saudade ele deixa lugar!


Já faz três dias que escrevi os outros versos,
três dias sem te ver,
parece uma eternidade, que se repete toda semana,
às vezes parece que eu vivo mais que cem anos por mês...


Hoje seus olhos me perseguem,
nos quadros eles ficam me observando,
eu noto seu olhar, deve estar desconfiada,
com medo que eu cometa algum deslize, algum segredo que a ti não se revele...


Se soubesse meu amor que eu jamais cometeria tal pecado,
meu sentimento por mim considerado sagrado,
é o que me faz sofrer quando longe,
me machuca e me fere, mas não me deixa abandonado!


Amor vamos voltar, estou ansioso, e mais cansado...
Manuel quando nervoso me lembra você, ele fica realmente engraçado...
Hoje eu vou ver pela janela os mesmos caminhos,
as mesmas cabeça, mas vai parecer mais longe, já até me acostumei com esse efeito...


É meu amor é assim que eu compro nosso pão,
eu e todos esses que comigo dividem espaço, todos com suas dores,
com seus indestrutíveis, ou frágeis laços,
todos com seus amores e seu corações em pedaços...


O silêncio parece um peso,
mas faz parte do momento, não sei,
achei que devia mencionar o silêncio nesse poema...
quer saber prefiro dizer que te amo nessa frase!


Nem consegui dormir, é engraçado, seu perfume é meu calmante, seu corpo...
É responsável pelo meu descanso,
em breve eu vou descansar suando, estou esperando pra te encontrar!


Que será que fez esses dias? De novo não, prefiro nem pensar...


Amor me aguarde estou chegando moça linda, moça do sorriso aberto,
e dona do meu coração, que tantas, tantas vezes me agradece por te amar!

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