
Agora o que é que sobra?
São caminhos pra onde vamos
e distancias que vem!
Se abrem universos entre nós
e as costas se dão.
As mãos se largam,
brigam em conflitos
cheio de dedos,
querem se tocar mas não se permitem!
Lábios agora secos,
olhos vermelhos,
e um resmungo engasgado!
Orgulho intacto!
Coração dilacerado...
Olhar pra tudo que tive
embora menos do que queria,
e ver agora o que tenho...
(bem mais nada do que antes)
Acho que é hora de voltar atrás!

Pássaros livres de
gaiolas adornadas de ouro e
crivadas de diamante,
e é uma escolha difícil ficar de fora!
Uma porta que sempre aberta
não lhe permite voar mesmo lá fora!
O moderado, às regras,
as responsabilidades do saber que pra saltar se afunda alguém!
As medidas injustas
das balanças quebradas,
e das batalhas perdidas
com lâminas já cegas ou enferrujadas!
O que fazer pra se livrar?
É um alto preço pra se encaixar:
"Deixar de ser o que é,
e se tornar o que são"!
É uma regra real,
dentro e fora da tela
da televisão!
É o "hoje"!
Que chega sem se importar com o olhar perdido no meio da multidão!
Sopra o vento,
corre o rio.
Um lamento,
eu balbucio.
Dorme o cão,
passeia o gato.
Dança o coração,
seu primeiro ato!
Primavera em flor,
inverno é frio.
Em gritos o amor,
eu anuncio!
Solitário é o escuro,
e é contente à luz.
É o amor que eu procuro,
que à todos seduz!
Coração pulsando,
e suspiro parado.
Imaginando-te caminhando,
comigo ao teu lado!
Sonho,
realidade do acordado,
medonho,
o medo de ser abandonado!
Fogo e calor,
da água o frescor,
embriago-me do licor,
que saboroso se chama amor!
Assistir de perto à cena
Do dia que se finda,
O final da peça,
Ensaiada.
Tantas vezes pensada
E no fim...
Um espetáculo curto.
Aplausos é o que importa?
Um gozo rápido,
Vestir as roupas,
Fechar o zíper,
E descansar?!
Será que é sempre assim que tem que ser?
Correr dos abraços infindos.
Pensar que tudo vai acabar um dia,
E não acreditar nem por um momento
Que vai ser pra sempre?
Se for assim mesmo
Há vezes em que eu prefereria morrer!
Damos passos inconseqüentes,
somos nós humanos,
e o que podemos mudar?
Nós erramos,
e nos culpamos, nos perdoamos,
ou não...
Mas mesmo que sem perceber,
voltamos a errar!
Às vezes se perde à força,
se perde à coragem,
às vezes você olha pra trás,
e todos aqueles pesos que você foi abandonando,
todos eles se fundem e se tornam um monstro,
que te consome,
seus olhos se fecham,
pela sua face, escorre um rio salino,
que afoga seu ser,
seu humor,
seu dia,
e transforma em notas tristes a sua melodia!
Você percebe que tão pouca coisa mudou,
que você apenas deixou pra lá,
mas não fez nada.
É uma dor que não se suporta,
ter que olhar pra dentro de si mesmo,
e não se sentir satisfeito,
não concordar com à sua pessoa,
se sentir mal consigo mesmo, um inútil...
Então você deita e dorme,
e descansa.
você acorda duas horas depois,
e levanta sacudindo tudo,
e se promete que tudo vai mudar.
Ou se contenta com a sua existência medíocre...
O que você vai fazer por você?
O que vai fazer por quem precisa de você?
O que vai fazer quando seus demônios te julgarem, e te condenarem?
E o que vai fazer quando descobrir que não é tão tarde? (ainda)
Seu espelho te faz essas perguntas,
e você não pode responder...
Ai alguém aparece,
faz sua vida mudar,
e você esquece,
você simplesmente ignora tudo,
e vai em frente,
se esquece de quem foi,
o que fez.
Se esquece de tudo,
e prossegue...
Só que se esquecer é errado,
você acaba se lembrando de novo,
bem na hora que toda a novela se repete!
Um clichê!
O que há de errado?
O que tem de errado contigo, comigo?
O que devemos fazer?
É um incógnita, que eu não consigo responder!
São tantas palavras que podem não dizer nada,
são tantos sonhos que podem se desmanchar,
é melhor viver,
que só sonhar!
São tantos segredos que não escondem nada,
são tantos medos que não existiriam se abrissem os olhos,
são tantos contos que não contam nada,
além do que ja se sabe!
São tantas pessoas vazias,
tantas mentes, tantas cabeças tão cheias de nada,
são tantos dedos que não seguram nada,
são tantos olhares que perdidos não veem nada!
É o tanto que passa,
e o tanto que fica,
é o tanto que vai,
e o mesmo tanto que vem!
É diferente pra mim,
é diferente pra mim em outra hora,
é diferente pra ele,
e é diferente pra ele toda hora!
Só que sempre tem motivo,
sempre tem movito embora não possa ser explicado...
É tanto que perguntamos,
e tantas respostas que calamos...
Mas o que importa?
o que importa agora é que eu realmente te amo,
que meu coração te chama, e clama,
e que de amor eu choro e me inflamo!
São todos olhares que sem olhar se fixam,
são todos os beijos que sem sentir se desejam,
são todos os toques que sem tocar sentem saudade...
É todo o amor que sem conjulgar se verbeia!
Não existem pegadas,
depois de onde se separam os nossos pés...
Não existem palavras depois de onde ocorrer um adeus...
Mas existe muito amanhã,
pra luz dos olhos meus e seus,
num encontro eterno,
de olhares perdidos,
e um amor embriagante,
que a todo instante se prova forte,
mesmo quando errante!
Existe atrás de cada golpe,
uma lição pra aprender...
Existe atrás de cada desvio,
um caminho novo pra se ver!
E existe em cada volta,
um perdão pra acontecer!
Embora o medo,
e a desconfiança,
sempre existe uma esperança,
de que tudo diferente,
VAI SER!
E espero embora aflito,
grito ao peito que tanto te ama,
e de amores não se cala,
de amar este inflama...
E procura o seu calor,
todo o tempo,
querendo provar o que se ama!
Espero que pois,
que sem depois,
esse amor se prove eterno,
e infinito embora chama...
Que se faça um oásis,
no mundo que é deserto...
Que prove que existe semente,
de amor contente,
na terra seca que água clama!