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Paulo Roberto!

Cores, tantas são as cores
que adornam flores,
flores de carne e osso,
muito mais que um esboço.
Com sorrisos vendidos,
aos poucos descoloridos,
vendidos à preço de ouro
em lingeries de couro.
Águas, coloridas águas,
pintadas de mágoas
e cheiro de óleo de motor.
Retrato esse, pintado de fábulas,
tão cheio de máculas,
a cidade que aos poucos se criou.
Paulo Roberto!

Fico em meu quarto entretido,
pensando na figura errante e sorridente,
que feito fera incandescente,
meu peito resolveu tomar como abrigo.
Sorrio, de um riso contente,
penso: Paixões súbitas, inesperadas,
filhas dos amores de aventurosas madrugadas.
(Eu sei que ela mente!)
Perto, de propósito
esqueço o comando dos sentidos,
que a propósito.
Compactuam ingênuos contigo,
e no peito, meu pulsante,
se embriaga do seu veneno sem medo qualquer do perigo.
pensando na figura errante e sorridente,
que feito fera incandescente,
meu peito resolveu tomar como abrigo.
Sorrio, de um riso contente,
penso: Paixões súbitas, inesperadas,
filhas dos amores de aventurosas madrugadas.
(Eu sei que ela mente!)
Perto, de propósito
esqueço o comando dos sentidos,
que a propósito.
Compactuam ingênuos contigo,
e no peito, meu pulsante,
se embriaga do seu veneno sem medo qualquer do perigo.
Paulo Roberto!

Nos reservamos no direito,
nos encontramos na treva,
deitados na relva,
adornados de estrelas no peito.
Entregamo-nos ao suor,
nas linhas ténues entre o desejo e a loucura,
gozamos, de um amor grande, infinito em espessura,
em sentidos, o maior!
Caçamos borboletas no coração,
uma sadia brincadeira,
com tempero, de cor azul...
Um céu suave sobre a margem
do pensamento entre nós,
flutuando aos gemidos de nossa voz!
Paulo Roberto!

Salvo do seu intento
sangrar meu peito,
conseguir o direito,
de manter-se aqui dentro.
Salvo da sua maldade,
me tirar do meu mundo,
e no passo de um segundo,
recriar a realidade.
Salvo da sua ofensa,
não sumir do meu mapa,
amor a nível de doença.
Salvo da solidão,
mesmo sendo assim feito farpa, (perigoso.)
dominas meu corpo e coração!
Paulo Roberto!

Ah se eu pudesse livrar dos espinhos as flores,
morrer todo dia de amor,
do seu coração ser senhor,
estar onde quer que fores.
Se eu pudesse não sentir dor alguma,
carregar a certeza no olhar,
de nunca te permitir ir, ou te deixar,
e se partisse que eu não sentisse falta nenhuma.
Se eu soubesse onde termina nossa estrada,
a certeza que fosse só na morte,
a única espera certa já determinada.
Se entendesse as placas e avisos,
pra não sofrer um só corte,
nos nossos momentos, felizes e imprecisos.
morrer todo dia de amor,
do seu coração ser senhor,
estar onde quer que fores.
Se eu pudesse não sentir dor alguma,
carregar a certeza no olhar,
de nunca te permitir ir, ou te deixar,
e se partisse que eu não sentisse falta nenhuma.
Se eu soubesse onde termina nossa estrada,
a certeza que fosse só na morte,
a única espera certa já determinada.
Se entendesse as placas e avisos,
pra não sofrer um só corte,
nos nossos momentos, felizes e imprecisos.
Paulo Roberto!
sempre optamos cada um por um caminho,
Nos afastando em pensamento,
unidos pelo desejo,
e amando mais a cada beijo,
Nos afastando em pensamento,
unidos pelo desejo,
e amando mais a cada beijo,
vivendo de apelo e esquecimento.
Nas diferenças nos completamos,
nos salvamos no ponto estranho,
do dia que nos encontramos.
Os nós continuamente dados,
fortificados todos dias,
em nosso intentos diversificados. (A vida em seu jogar de dados!)
Nas diferenças nos completamos,
nos salvamos no ponto estranho,
do dia que nos encontramos.
Os nós continuamente dados,
fortificados todos dias,
em nosso intentos diversificados. (A vida em seu jogar de dados!)
Paulo Roberto!

Pra mim és como o céu,
esta sobre tudo,
vens antes e é constante,
muda mas é sempre a mesma.
Pra mim é um exemplo,
se eu fosse o criador,
povoaria toda a terra
com criaturas semelhantes a ti.
Se torna a minha angústia
ao tê-la distante,
e o meu sonho, dormindo ou acordado.
Não tem definição mais correta para ti,
senão,
o pedaço que falta à mim!










