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Paulo Roberto!

A beleza que existe em você, esta muito além do que posso simplesmente ver.

A beleza que você possui, esta no gesticular, contida no sorriso, na sua forma de falar sabendo como cada letra será ouvida. No compasso dos seus passos e na suavidade do seu caminhar.
A beleza que você possui, são as idéias bem polídas, o conhecimento adquirido, a sabedoria ao questionar, ao realizar, ao compreender...
É toda essa paciência, com um sutíl toque de rispidez.
É essa seriedade quando necessária, sem perder a serenidade do rosto. É o olhar centrado nos objetivos, sem esquecer das loucuras entalhadas nos detalhes singelos da vida.
É não perder a razão mesmo quando lhe falta o juízo e não perder o juízo, quando lhe consomem a razão. Saber raciocinar e não esquecer de ouvir a intuição.
Esta no som ritmado do palpitar do seu coração.
Na forma de enfrentar os problemas sem abaixar a cabeça por maior que cada problema pareça.
A beleza que existe em você, não da pra perceber num simples olhar, talvez nem seja percebida por todos embora convivam e lidem contigo, nem todos sabem enxergar e ainda assim ninguém
consegue ofuscar seu brilho.
Sua beleza esta também, no seu reconhecimento sobre ela, na sua confiança sobre o que é.
Não poderia ser diferente, se o fosse não seria tão forte.
Sua beleza é triste apenas, por ser tão rara, quando, devia por muitos ser apreciada.

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Paulo Roberto!

Outro dia, numa tarde fresca, fiquei da janela à observar o céu. Estava o céu limpo, com poucas nuvens e a passarada voava no azul celeste criando formas e contornos inimagináveis, uma tarde linda.
Me dei conta então que muitas das tardes que nem vi passar, devem ter sido lindas como essa, ou até mesmo mais lindas e passaram por mim desapercebidas. Decidi prestar mais atenção nesse detalhe ao notar que aquela simples imagem havia dado uma nova forma ao meu dia.

Voltei os olhos pra os passantes, muita gente e muita pressa. Centenas de pessoas que passam por si sem se notar. Ao observar aqueles que andam em pares ou grupos, nota-se que muitas vezes estão sorrindo e conversando, percebe-se então que provavelmente são pessoas alegres e interessantes, ainda assim os demais apenas passam, noto então que muitas ou todas as vezes caminhei pela rua entre centenas de pessoas, como se estivesse só entre meu ponto de partida e destino, ignorando pessoas que poderiam e podem representar uma parte importante da minha história, decidi então observar mais e me aproximar dos demais, é verdade que é necessário se desprover de suas camadas rústicas e ignorantes de segurança pra fazer isso, porém, assim como é necessário vestir-se pra escapar do frio é necessário despir-se pra sentir o vento.

Vislumbrei os casais apaixonados e fui acometido de um sentimento de nostalgia, uma saudade, lembrei das cartas esquecidas dentro da velha caixa jogada em qualquer canto do porão, olhei pra cozinha e lá estava ela, a pessoa maravilhosa com quem compartilho meus dias, a artista com quem escrevo um dia de cada vez na minha história e na história dela. Lembrei de momentos doces de nós dois, não pude deixar de recordar de outras histórias passadas, porém, essa é a melhor delas. Me lembro bem do dia que nos conhecemos, que não vou descrever pois não preciso cansar os leitores, mas com certeza nesse dia eu não observei o céu e tão pouco os passantes, nesse dia eu só enxergava um par de pernas e um olhar que transitava no escritório onde naquele tempo eu trabalhava, decidi então que precisava saber quem era aquela, aquela moça séria de andar compassado, óculos na frente do olhar verde claro e muita garra. Hoje essa mesma moça é o motivo da minha mais sincera felicidade, única pra mim, dediquei-me à fazê-la feliz e o fiz. Descobrimos juntos que a vida tem mais cores, que o amor não é só uma lenda, assim como não é o mesmo das lendas, no amor como em qualquer outra situação, é necessário lutar pra alcançar, é necessário sujar as mãos, cada escolha é uma renúncia, cada degrau é uma vitória e ao mesmo tempo um perigo maior em relação ao chão, prosseguimos nesse conto de fadas, modernizado e alcançamos devido à sensatez, a graça de ser feliz, compartilhamos nossos fardos, sendo um o apoio do outro, só assim a felicidade se fez. Agora nesse instante, em que à observo cantarolando Roberto Carlos e terminando de limpar a cozinha, sinto que não sou o melhor do mundo assim como não ambiciono ser, mas sou muito satisfeito e feliz com tudo o que devido à minha competência consegui merecer.

Por aqui me despeço, surgiu-me uma imensa vontade abraça-la, daqueles abraços que quando ela sentir, vai escutar todas as palavras que eu gostaria de dizer, mas não são suficientes pra expor uma mínima porcentagem do que eu preciso expressar.

Para todos vocês fica aqui um conselho, vocês já o leram, se não entenderam leiam de novo. Não estou aqui pra presentear-lhes com o peixe, mas eis a vara... Pesquem.



(Talvez todos nós saibamos disso, mas nunca é demais recordar.)
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Paulo Roberto!

Acordar pra vida,
assistir os seus momentos feito filme,
se condenar pelos erros,
e se parabenizar pelos acertos,
nem se condenar tanto pra não parar,
nem se parabenizar tanto,
para não perder a sensatez!

Escolhas, muitas com motivos que não lhe cabem,
muitas difíceis de entender,
algumas tomadas as pressas,
dais quais pode vir a se arrepender,
muitas, dezenas de vezes pensadas,
das quais se arrependerá...

Tempo curto,
problema com o qual não pode lidar,
as vezes quando curto, o tempo devia ser,
ele parece longo,
e um minuto parece horas,
mas mesmo assim, nada podes fazer,
viva, esqueça, faça e aconteça, isso não vai mudar!

Chore,
pra não esquecer de como é gostoso sorrir,
sorria,
pra não falecer ainda vivo!

Se lembre da importância dos resultados,
aqueles conseguidos pelo seu esforço,
acorde mais cedo,
o amanhecer é um só por dia,
e sempre é diferente,
existem detalhes sobre ele,
que você deveria entender, antes de morrer!

Não se torture com a morte,
mas viva a vida,
viva sabendo que pode morrer,
e não tem aviso prévio pra isso!

Seja simples, ao menos pra si mesmo.
Seja exigente,
não perca tempo com o que, ou quem não te agrada,
não se irrite atoa,
isso só te faz mal,
grite quando isso acontecer,
grite sozinho,
corra,
e tome um banho de chuva!

Procure um lugar alto,
onde dê pra ver toda a sua cidade,
e olhe pra lua,
e se dê conta que você também é pequeno.

Se importe mais em ser,
do que em ter!

Mas precisamos ter,
lute, batalhe,
não confunda responsabilidades,
com ambição!

E o mais importante,
seja sempre você!

Paulo Roberto!

Deveriamos acordar de manhã, e desejar bom dia.
Deveriamos nos lembrar do nome do vizinho,
Mesmo o do final da rua.
Deveriamos práticar tai-chi no quintal da frente,
E cultivar Gardênias.
Deveriamos abrir as janelas na hora do almoço,
Para deixar escapar o cheiro do almoço quente, e gostoso.
Deveriamos enxer a festa de penetras,
E convidar os passantes!
Deveriamos ver o mar com outros olhos.
E criar um cachorro, um gato, e um papagaio!
Deveriamos precisar mais das pessoas, e ultilizar mais de sua boa vontade,
Deixa-las se tornarem úteis.
Nos aproximar.
Deveriamos dormir com uma pessoa conhecida ao lado.
E beijar um lábio, do qual fossemos capazes de descrever o sabor,
Ao ponto de recriá-lo em uma receita.
Deveriamos entender os enigmas que se fixam nos olhos daqueles que nos acompanham.
Deveriamos apenas, existir,
Tanto para nós mesmos, assim,
Como para todos os outros!
Paulo Roberto!

Por favor me dê um tempo
será que não entende,
já não sou boa o suficiente pra você?

O que mais quer de mim?
Suga meu sangue,
e despeja
seus destroços
e detritos putrefatos sobe minha carne,
e ainda exige de mim,
que eu não te deixe faltar nada?

Eu que de tola
me desfaço do orgulho pra
te servir,
e sendo mais
forte e maior que você.

Que estupidez a tua
machucar alguém de
quem precisa!

Sem mim não tens chão,
não tem ar,
não vai ouvir e nem cantar
nem sequer mais uma única canção...

Não terá mais amanhecer,
não se da conta?
Sem mim seus filhos
não vão crescer...

Acorda e enxerga o que faço por você...
Todos os dias você respira,
e se respira monóxido de carbono a culpa não
é minha,
me esforço pra te dar o meu melhor.

E você me trata como se eu não sentisse
nada!

Saudades eu tenho
de quando você me respeitava,
e me acariciava,
e pendurava uma foto minha no teu quarto,
e mesmo desejando a lua,
assim mesmo me amava!

Hoje esqueceu de mim
que fico sob teus pés,
esperando que se lembre
que por mim és uma criatura amada!
Paulo Roberto!
Eu descobri uma felicidade sem igual,
naquelas velhas brincadeiras,
que já não vemos mais acontecer...
Esta envelhecida,
a timidez tão gostosa do descobrir.

Se tornou dispensável!

Desde quando ter um pouco de medo do novo,
daquele sorriso simples e tímido,
receoso, com medo de estar se abrindo demais,
desde quando isso se tornou absurdo?!

Olhares! Meu Deus como eu sinto saudades,
daquele flerte de olhares trocados!

Hoje as coisas mais íntimas são tão impessoais,
confesso que me misturo,
e caio muitas vezes no meio disso tudo.

Mas não posso negar que sinto falta,
de andar de mãos dadas na tarde do tedioso domingo,
inventando coisas pra fazer,
falando sobre assuntos diversos,
e rindo da gotinha de suor que escorria pelas costas...

Do convite pra dançar,
e do olhar sedutor ensaiado na frente do espelho,
e os preparos muitos, todos esquecidos na hora "h".

Da inocência de quem podia levar em casa,
sem esperar o convite ousado de se chamado pra entrar!

A beleza dos toques mais simples...

Que saudades eu sinto do já falecido prazer em ter
a pessoa com quem se descobria os motivos de por que o amar esta nos poemas!
Paulo Roberto!
Damos passos inconseqüentes,
somos nós humanos,

e o que podemos mudar?


Nós erramos,
e nos culpamos, nos perdoamos,
ou não...
Mas mesmo que sem perceber,
voltamos a errar!


Às vezes se perde à força,
se perde à coragem,
às vezes você olha pra trás,
e todos aqueles pesos que você foi abandonando,
todos eles se fundem e se tornam um monstro,
que te consome,
seus olhos se fecham,
pela sua face, escorre um rio salino,
que afoga seu ser,
seu humor,
seu dia,
e transforma em notas tristes a sua melodia!

Você percebe que tão pouca coisa mudou,
que você apenas deixou pra lá,
mas não fez nada.

É uma dor que não se suporta,
ter que olhar pra dentro de si mesmo,
e não se sentir satisfeito,
não concordar com à sua pessoa,
se sentir mal consigo mesmo, um inútil...

Então você deita e dorme,
e descansa.
você acorda duas horas depois,
e levanta sacudindo tudo,
e se promete que tudo vai mudar.
Ou se contenta com a sua existência medíocre...


O que você vai fazer por você?
O que vai fazer por quem precisa de você?
O que vai fazer quando seus demônios te julgarem, e te condenarem?
E o que vai fazer quando descobrir que não é tão tarde? (ainda)

Seu espelho te faz essas perguntas,
e você não pode responder...

Ai alguém aparece,
faz sua vida mudar,

e você esquece,
você simplesmente ignora tudo,
e vai em frente,
se esquece de quem foi,
o que fez.
Se esquece de tudo,
e prossegue...

Só que se esquecer é errado,
você acaba se lembrando de novo,
bem na hora que toda a novela se repete!
Um clichê!


O que há de errado?
O que tem de errado contigo, comigo?



O que devemos fazer?


É um incógnita, que eu não consigo responder!
Paulo Roberto!
Hoje eu acordei mais cedo,
a vida me contava um segredo que não podia deixar de ouvir...

Eu abri a janela do meu quarto pro sol que desejava entrar!

Viver é fechar os olhos e sair sem ver o que espera por ti
na manhã do dia seguinte.

Mas deve-se querer muito descobrir!

É um segredo saber viver!
Saber esquecer as dores que não podem cicatrizar...
Por essas não vale a pena lamentar!

E saber ignorar o que não pode mudar!
Saber que todas as coisas tem fundamento,
seja o que for, em qualquer que seja o momento...

Mesmo que coloque em frente a meus olhos uma nuvem de fumaça...
E eu não possa caminhar!

Eu devo soprar, soprar até dissipar, mas parado? Parado é que não posso ficar!

A vida me disse que existe motivo pra tudo,
mesmo que eu não possa entender,
é uma lição valiosa que estou a aprender!

Que devo agradescer a Deus pela virtude de estar vivo!

E que se minha vida parece mesmo um infero...
Eu posso mudar isso, pois com certeza sou eu parte do problema!

Prova de que tudo é possível,
sempre que for licito,
é que nem nascemos com asas,
mas ja podemos voar!
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